Parceiros da saúde
Psicologia & Urologia no tratamentos das disfunções sexuais
CLÍNICA ENDO-UROLÓGICA DO PARÁ: Urologia & Psicologia em Belém na medida certa
   Casa      Disfunção erétil assunto de mulher

A participação da companheira é fundamental para o sucesso do tratamento da dificuldade de ereção e da satisfação sexual do casal

 

Quem pensa que a Disfunção Erétil (DE) - dificuldade masculina de obter e/ou manter a ereção suficiente para um desempenho sexual satisfatório - é problema restrito ao universo masculino está muito enganado. A figura feminina exerce influência determinante no incentivo ao seu parceiro, no sentido de consultar o médico e ou  psicólogo com especialidade na área da disfunção sexual e da comportamental para que possam descobrir as causas da DE e seguir o tratamento adequado.

 


Motivos para que elas participem não faltam. De acordo com o estudo Mosaico Brasil*, mais de 50% dos brasileiros acima dos 40 anos têm algum grau de disfunção erétil. Esta estimativa preocupa, especialmente se o homem não puder contar com o apoio de sua parceira.

 

E nem sempre este apoio ocorre. Segundo Carmita Abdon, psiquiatra e coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do estudo Mosaico Brasil, a maioria das mulheres prefere não se envolver na decisão do parceiro usar ou não medicamento para tratar a DE. O estudo aponta ainda que quando questionadas sobre o que fariam se pudessem decidir se o parceiro deve ou não utilizar medicamento para ereção, 34,6% das entrevistadas declararam que esta é uma decisão exclusiva dele; 35% afirmaram não ter opinião definida; 21,1% apoiariam o uso deste tipo de medicamento, enquanto 9,3% não apoiariam.

 

Segundo Carmita Abdon, “São vários os motivos que levam as mulheres a agir assim. Algumas delas acham que o medicamento, e não elas próprias, estimulará sexualmente o homem. Há também aquelas que temem que o parceiro use o medicamento em outros relacionamentos”.

 

As mulheres devem ser esclarecidas de que a DE está associada a uma série de problemas de saúde. Sua causa pode estar relacionada a questões orgânicas e/ou psíquicas, de intensidade leve a severa, o que reforça a importância do envolvimento da parceira no tratamento.

 

Para a psiquiatra, o apoio que a mulher pode conceder ao homem é o incentivo na busca por orientação médica. Até porque a DE pode preceder os sintomas e estar frequentemente associada a doenças como diabetes, hipertensão, colesterol alto, doenças cardiovasculares, doenças da próstata, depressão, ansiedade, entre outras. 

 

A dificuldade de ereção tem tratamento. Inclusive portadores de insuficiência cardíaca, hipertensão e outras doenças relacionadas ao sistema cardiovascular podem fazer uso de medicamentos que favoreçam a ereção, como o Viagra, desde que orientados por seus médicos.

 

A psiquiatra alerta às mulheres para que entendam o que significa a disfunção erétil de seus parceiros e sejam mais participativas no incentivo ao tratamento não só da disfunção, mas especialmente da sua causa. Embora a DE acometa o homem, essa dificuldade influi na qualidade de vida e na satisfação sexual do casal.

 

O tratamento para a impotência sexual e ejaculação precoce de natureza psíquica passa obrigatoriamente pela psicoterapia de ambos os parceiros, e não apenas daquele detentor do distúrbio. A desumanização de todo tipo de relacionamento, caminha a passos largos em nossa era. A doença seja a mesma, física ou psíquica, tem preenchido o espaço que seria cativo da felicidade conjugal ou da relação.


O medo só é extirpado quando não temos vergonha de compartilhar determinada fraqueza ou receio com nosso parceiro. Nunca se fez tão necessária uma reflexão profunda sobre a conduta emocional de cada pessoa, sendo que jamais podemos nos esquecer de que existem regras ou tarefas não apenas na esfera profissional, aplicando-se também no lado afetivo. A impotência é teste duríssimo para medir o grau de confiança do ser masculino; o quanto esse ser masculino aceita apresentar-se de forma desnuda e visto como alguém falível; o quanto aceita que a mulher entre profundamente em sua vida; ao invés do conceito cristalizado de que deve ter sempre uma "espada flamejante", pronta para o ato sexual.


A prática do uso de qualquer medicamento para a impotência sexual de causa psicológica, o remédio vai apenas mascarar e adiar a solução do problema, sendo que a terapia é fundamental para o tratamento.


Tratamento recomendado: psicoterapia individual e de casal para eliminar o medo do paciente no momento do ato sexual. Não tome medicação trabalhe com a possibilidade de que a impotência seja de origem psicológica, faça o correto consulte um especialista. 





Referências

Mosaico Brasil foi a maior pesquisa sobre sexo e afeto já realizada no País. Mapeou, ao longo de 2008, o comportamento afetivo-sexual de 8.237 homens e mulheres de 10 capitais brasileiras: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Manaus, Salvador, Fortaleza e São Paulo.